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  • de_somayama

AMOR move tudo, especialmente AMOR-PRÓPRIO e sua vontade de ser melhor.


Esconder-me virou meu superpoder. Por muitos anos, eu ganhei habilidades para ser invisível. Odiava aparecer em fotos, chamar atenção era algo que gerava um profundo incômodo. Dava um jeito de fugir sempre que havia alguma possibilidade de ser registrada ou me tornar destaque, usava camadas de roupas e de gordura como capa. Ironicamente, isso me tornava ainda mais visível (pelo menos, era como me sentia).

Amor-próprio? Autoestima? Hoje penso nessas palavras com uma risada interna. Eu não fazia ideia do que era sentir isso. Eram coisas tão distantes, tão impossíveis e tão erradas...

Nessa época, redes sociais eram praticamente inexistentes (Graças a Deus!). Provavelmente, eu postaria somente fotos de coisas e lugares, jamais de mim. E quando tivesse vontade de fazê-lo: ah, socorro. Filtros e Photoshop, me ajudem a me sentir melhor?

Bem, parece-me que isso é realidade para muitos agora. Ou melhor, parece que isso está se intensificando. O que você acha?

Quantos teriam coragem de se expor sem usar o melhor ângulo, o melhor click dentre várias que tirou, sem dar aquela retocada na pele, como eram nos tempos de fotos apenas reveladas, no escuro, com a surpresa do resultado?

Como é se sentir linda, sendo você de verdade, de cara limpa e mostrando um sorriso verdadeiro de alegria?

Falamos do Dia do Amor essa semana, 14 de fevereiro, no Dia de São Valentim. E isso me fez pensar o que me permitiu deixar de usar meu superpoder da invisibilidade e ser alguém que profissionalmente atua falando de amor-próprio. Pois bem, a resposta é simples, porém dolorida: precisei olhar para mim. Fui buscar o que me fazia não ter esse direito. Olhei para a minha história, para minhas crenças, para meus medos. Entendi que o aparente motivo de querer não aparecer (ou seja, meu corpo obeso), era, na minha inconsciente verdade, o que justamente me protegia.


  • Terapia, ressignificação, acolhimento, esses foram ingredientes cruciais para entender que não tem nada de errado em se cuidar, que vaidade não é arrogância, arrumar-se não é frivolidade e que investir dinheiro em si mesma não é egoísmo.


Precisei de um processo para entender que quando eu me cuido, eu posso cuidar dos outros. Será que você consegue oferecer um amor verdadeiramente incondicional à você mesmo? Comenta aqui.

Por Dê Somayama

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